O Parque Estadual do Desengano, maior unidade de conservação do Estado do Rio, completou 41 anos, no dia 13 de abril de 2011. Para comemorar a Comissão de Conselheiro da unidade, em Campos, preparou uma vasta programação que está reunindo debates, oficinas e passeio ciclístico. A programação teve início no dia 13 e se estende até este domingo.
A primeira atividade aconteceu dia 13, na secretária de Municipal de Educação, com ciclo de palestras para professores da rede municipal. Já na sexta-feira, no Instituto Federal Fluminense foi realizado uma mesa redonda, com a presença do professor Marcos Pedrowiski, mestre em engenharia ambiental do Instituto Carla Kury, a professora Maria Inês Paes Ferreira e a diretora do Parque do Desengano, Maria Manoela Alves.

Na ocasião foram discutidos além da importância do Parque, assuntos como a regularização fundiária, drenagem da Lagoa de Cima e Imbé, e gestão participativa da unidade de conservação.
Ontem foi realizado um trabalho de campo, com participação de professores da rede municipal de ensino, no parque. Já hoje acontece o passeio ciclístico com saída às 8h da Rad Bike até o Desengano. Cerca de 50 alunos do IFF e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) já confirmaram presença. O percurso será de 48 km. Também neste domingo, no parque, acontecem exposição e oficinas de plantas medicinais, compostagem e ocupação de área de risco, além de doenças e criação de animais de risco.
— O parque completou 41 anos, mas é pouco conhecido. Iniciativa como está deve sempre acontecer para incentivar a preservação ambiental em nosso município — disse a professora de geografia e aluno de curso de pós-graduação em Educação Ambiental, Mirian Celeste Teixeira.
Para a professora e uma das organizadoras da Semana do Aniversário do Parque do Parque do Desengano, Eleonora Aguair, o momento destaca a importância da conservação da unidade, que é protegida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O arque constitui o último remanescente contínuo de Mata Atlântica em ampla região, que abrange terras dos municípios Campos, com 60%, Santa Maria Madalena, 33%, e São Fidélis com 4%, totalizando 22.400 hectares de conservação ambiental.

Ação humana ameaça ecossistemas nativos

Criado pelo Decreto-Lei Estadual nº 250, de 13 de abril de 1970, Parque Estadual do Desengano dispõe de uma área de aproximadamente 22.400 hectares — 224 quilômetros quadrados. Na paisagem sobressaem o Pico do Desengano, com altitude de 1.761 metros, o Pico São Mateus, com 1.576 metros, e a Pedra da Agulha, com 1.080 metros.
No boletim do Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego, publicado em 2009 pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), o professor e ambientalista Aristides Arthur Soffiati destaca que o Desengano, ao longo dos anos, vem sofrendo intervenções do homem.
— Quando se considera a ação humana, encontramos no interior do parque ecossistemas nativos, ainda que cada vez mais acossados nos pontos de difícil acesso e mesmo assim frequentados por coletores de plantas ornamentais e caçadores. Há também ecossistemas transformados, na medida em que rios foram alterados, na bacia do rio Imbé, principalmente, ou represados para o abastecimento. Algumas partes do parque foram invadidas por lavouras e pastagens, algumas das quais já implantadas antes mesmo de sua criação — disse Soffiati.

Recursos naturais são os principais atrativos

Os cursos d’água que têm nascentes no seu interior do Desengano são muitos, sendo alguns responsáveis pelo abastecimento de núcleos povoados nos municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos. Também são atrativos as várais cachoeiras, entre as quais estão Vernec, Bonita e Tromba d’Água.
Os rios mais conhecidos são o Rio Grande e seus afluentes, os ribeirões Macapá e Santíssimo, o rio do Colégio e os rios Segundo do Norte, Morumbeca, Aleluia e Mocotó, afluentes do rio Imbé. Este deságua na Lagoa de Cima que, por sua vez, por meio de um sangradouro formado pelo Rio Ururaí, flui para a Lagoa Feia.
O Clube de Observadores de Aves (COA) do Rio de Janeiro vem estudando as aves do Desengano desde 1985, tendo sido encontradas na região cerca de 410 espécies, o que evidencia a sua alta biodiversidade. Muitas delas estão ameaçadas de extinção, como jacutinga, macuco, gavião-pomba, gavião-pato, e outras como jacu, inhambu, araponga, ga- vião-pega-macaco e papagaio-chauá só remanescem nas áreas protegidas. Os animais silvestres, são outros destaques do Desengano.

Segundo o ambiéntalista Marcos moreira , menbro da comissão de proteção de meio ambiente do Estado do Rio de Janeiro , esta proxima semana o parque do tera varias atividades promovidas pelas associações locais e o instituto Chico Mendes , com objetivo de promover palestras de educação ambiental .

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