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O dia de hoje é importante pois serve para resgatar o valor da utilização do livro didático como ferramenta fundamental para o trabalho pedagógico dos professores e seus alunos. De caráter pedagógico, o livro didático surgiu inicialmente como um complemento aos livros clássicos auxiliando na alfabetização, no conhecimento da história, da filosofia, da matemática e das ciências.

Vale lembrar, que aqui no Brasil, foi devido a fundação da Companhia Editora Nacional pelo escritor Monteiro Lobato (1882 – 1948) em outubro de 1925, que o movimento editorial no Brasil cresceu estimulando com isso a criação do Instituto Nacional do Livro (INL), órgão específico para legislar sobre essa área em 1929. Em decorrência das circunstâncias políticas e sociais, somente em 1934 quando Gustavo Capanema (1900 – 1985) torna-se Ministro da Educação do Governo do então Presidente Getúlio Vargas (1882 – 1954) é que o INL recebeu suas primeiras atribuições e no ano de 1938 o livro didático entrou na pauta do governo. O Decreto Lei nº. 1.006/38 instituiu a Comissão Nacional do Livro Didático (CNLD) tendo como preocupação a produção e a circulação das obras para todo o território melhorando a conservação e o acesso às informações.

Ao longo das décadas, a política oficial para o livro didático passou por diversas adaptações, até chegar ao atual Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), criado em 1985. Inúmeras foram às alternativas para levar o livro didático às escolas e somente com a extinção da Fundação de Assistência ao Estudante (FAE) e com a transferência da política de execução do PNLD para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em 1997 é que tiveram início a produção e a distribuição dos livros didáticos de forma contínua. A partir desse ano, os professores passaram a escolher o livro mais adequado aos seus alunos e aos projetos políticos pedagógicos das escolas.

Hoje, o governo federal envia livros didáticos aos alunos do ensino fundamental e tem aumentado à oferta de obras de literatura, dicionários e até mesmo de livros em braile e em libras. Algumas pessoas não percebem mas o livro didático é um instrumento de informação onde a mediação indica a direção lembrando que toda história tem um passado e que o que conta é como isso é registrado, interpretado e vivenciado.

 

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