Energia nuclear: Que perigo!
Autor: Fabrício // Categoria: Diversos, Noticia, SustentabilidadeA energia nuclear é liberada em processos de transformação de núcleos atômicos e, como observou Albert Einstein, durante reações nucleares ocorre transformação de massa em energia. A tecnologia nuclear converte o calor emitido na reação em energia elétrica e isso pode ocorrer controladamente, em reator nuclear, ou descontroladamente, no caso de bomba atômica.
A energia nuclear está em foco na mídia, com o terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão e, consequentemente, a usina nuclear de Fukushima, que teve vazamentos. Países oferecem ajuda ao Japão para combater radiatividade. O governo da Alemanha, por exemplo, ofereceu aos japoneses uma série de robôs que podem ser usados para neutralizarem a crise nuclear na central atômica de Fukushima.
O terremoto que assolou o Japão há uma semana deixou, até o fechamento deste texto, 6.911 mortos contabilizados, de acordo com as autoridades japonesas. Apesar de toda a Inteligência e recursos que o Japão possui, não houve como evitar o tremor de terra que atingiu 8,9° na Escala Ritcher, e nada pôde ser feito no momento da catástrofe – a não ser o livramento e resgate de pessoas. Agora, a preocupação que tira o sono dos japoneses e da comunidade internacional é com as consequências da emissão de radioatividade, até porque já foi detectada uma evolução da radioatividade nos Estados Unidos, oriunda do Japão. Ou seja, a radioatividade cruzou o Oceano Pacífico. E os esforços vem sendo feitos, entre outras formas, com o lançamento de toneladas de água para resfriar os reatores da usina, evitando, dessa forma, um vazamento massivo e ilimitado de radiação.
Segundo a Eletronuclear, empresa subsidiária da Eletrobras, a tecnologia adotada no Brasil (como, por exemplo, nas usinas de Angra 1 e Angra 2, que integram a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis-RJ) é considerada mais segura que o modelo usado no Japão, no que se refere à capacidade de resfriamento do reator. Em Angra 1 e 2, a saber, o vapor em contato com o combustível radioativo é separado dos sistemas de geração de vapor e resfriamento. Isto não acontece em usinas do tipo BWR (Boiling Water Reactor), tecnologia adotada no Japão.
Nas centrais de Angra, há um prédio que abriga o reator nuclear, onde acontece a geração de calor. A água que é esquentada percorre por tubos e vira vapor, que é, então, canalizado para mover as turbinas da usina e gerar energia. O modelo brasileiro, do tipo PWR (Pressurized Water Reactor), é considerado mais complexo e mais caro que o implantado no Japão.
No caso do modelo usado nas centrais de Fukushima, o vapor é o mesmo que movimenta diretamente as turbinas. O sistema é diferente. A tecnologia usada em usinas japonesas foi criada na década de 60, e o modelo das usinas no Brasil é dos anos 1970. Especialistas explicam que o gerador de vapor do modelo adotado no Brasil consegue ter água suficiente para permitir o resfriamento sem necessidade de bombas acionadas por energia elétrica. Estão são, amplamente, as principais diferenças entre o modelo de tecnologia nuclear implantado no Brasil e o modelo implantado no Japão.
Quais são os benefícios e os riscos da geração de energia nuclear?
Nas usinas de Angra, produz-se energia para a movimentação de navios e submarinos. Estima-se que um quinto da energia elétrica do planeta vem de usinas nucleares. Na França, 80% da energia provém de usinas nucleares, e no Japão são gerados de forma nuclear 40% da energia do país. Sabe-se que nesses casos, os resíduos produzidos por essas usinas devem ser isolados, por causa do risco de contaminação.
O vazamento de resíduos pode causar sequelas no ser humano e levá-lo à morte, riscos que outras formas de energia não oferecem, como a hidroelétrica e a solar. A radioatividade emitida pelas usinas dura milhares de anos, e especialistas pensam numa forma de impedir que esta radioatividade escape dos reatores nucleares numa forma de armazenar o “lixo nuclear”. Ao que se sabe, até hoje não se conseguiu fazer um reservatório adequado para guardar esse lixo de forma definitiva, embora existam mais de 70 mil toneladas de lixo nuclear guardadas em depósitos provisórios no mesmo local onde estão os reatores.
Opinião
Visualizo com muita preocupação nossas matrizes energéticas nucleares. Angra 1 e 2 se arrastam há muitos anos – a sua implantação teve uma série de obstruções e mudanças de projetos. Quem garante a segurança ou a lisúria nas informações que são publicadas na mídia do Brasil? O Japão, com todo o poder econômico e avanço tecnológico, pôs em risco a saúde pública internacional. As catástrofes não podemos prever, mas temos que rejeitar projetos e ideias que colocam em risco a segurança do planeta.
Sou terminantemente contra a energia nuclear. Por mais limpa que ela seja, existem outras formas de energias limpas e renováveis: eólicas, obtidas por placas celulares, biocombustíveis, entre outras.






