Oposição articula CPI do Rombo

 

Alexandre Bastos
Foto: Valmir Oliveira 

O vereador Marcão (PT) vai começar a buscar assinaturas para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com a missão de apurar o “rombo” de R$ 110 milhões auditado pelo governo Rosinha Garotinho (PR) em 2013 e que teria sido gerado durante sua primeira administração municipal, entre 2009 e 2012. “A ideia é ter uma CPI do Rombo para investigar esse prejuízo milionário. A cidade não pode perder R$ 110 milhões e deixar por isso mesmo”, diz Marcão,

O petista, que precisa de nove assinaturas, conta com o apoio da oposição, e espera a adesão dos seis “independentes”: Jorge Magal (PR), Gil Vianna (PR), Dayvison Miranda (PRB), Alexandre Tadeu (PTB) e Genásio (PSC), além do vereador Thiago Virgílio (PTC), que em abril colocou o “rombo” na conta do ex-vereador Nelson Nahim (PSD) e disse que aprovaria a investigação.

Em abril, Marcão cobrou a colocação em pauta de três requerimentos que solicitam informações sobre as “tenebrosas transações”. “O secretário de Governo Anthony Garotinho esteve na Câmara e confirmou a existência da auditoria que apontou o rombo na Prefeitura. Na ocasião, ele colocou na conta do ex-vereador Nelson Nahim, que foi prefeito interino, e do ex-secretário Francisco Esquef. Agora, queremos saber de fato o que foi feito quando a prefeita constatou o rombo milionário”, disse Marcão.

Denunciado pelo vereador desde novembro de 2014 ao Ministério Público Estadual (MPE), o rombo rendeu um inquérito civil público e o posterior indiciamento do ex-secretário de Finanças de Campos, Francisco Esquef. As iniciativas foram de Marcelo Lessa, titular da 2ª Promotoria de Tutela Coletiva da comarca. Ele, no entanto, isentou a prefeita Rosinha de responsabilidade.

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