Museu abandonado

Paula Vigneron
Fotos: Michelle Richa e
Valmir Oliveira 

Com as grades envoltas em corrente e cadeado, os portões do Museu Olavo Cardoso, hoje envelhecidos, enferrujados e corroídos, continuam fechados. Pedaços de madeira apodrecida, pinturas descascadas, escadas sujas e enegrecidas, parte do teto escorado para evitar desabamento e outra parte destruída, com escoras caídas sobre a varanda, contrastam com o verde do gramado, que permanece bem cuidado. Localizado na esquina da avenida Sete de Setembro com rua do Gás, o museu, que, durante anos, preservou parte da memória de Campos, tornou-se mais um prédio que figura na paisagem campista sem os cuidados adequados a uma construção histórica.

Ainda não há previsão para o começo da reforma do Museu Olavo Cardoso. A informação foi confirmada pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Edilson Peixoto.

— Ainda não foi aberto o processo de licitação. Fizemos escoramento para não criar maiores problemas. Dependemos da alocação de recursos para a licitação — explicou o secretário. Em novembro, Edilson afirmou, em entrevista, que a equipe aguardava o processo para dar início à reforma.

O Museu Olavo Cardoso foi inaugurado em 2006, no governo de Alexandre Mocaiber. Suas atividades foram encerradas no ano de 2012. Alguns pertences do museu foram transferidos para o Museu Histórico de Campos, único espaço que, atualmente, concentra parte da história da cidade. Em entrevista à Folha da Manhã, em outubro de 2014, a historiadora Sylvia Paes, que foi a última diretora do Olavo Cardoso, reafirmou a necessidade de cuidar da memória local.

— Nós, campistas, temos que trabalhar a nossa cultura, uma vez que estamos recebendo muita gente de fora. Todos trazem a sua cultura na bagagem. Se não conhecermos e cuidarmos do nosso patrimônio, não saberemos trocar informações com eles — assegurou.

Enquanto o Museu Olavo Cardoso permanece em decadência, o Museu Histórico de Campos continua a crescer com apoio e incentivo do governo municipal. Em 2015, ele comemora três anos de reabertura

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *