Servidores da Justiça do Trabalho paralisam atividades

Carolina Barbosa
Fotos: Genilson Pessanha 

Servidores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campos, estão com as atividades paralisadas desde quarta-feira (10). Segundo eles, o movimento é nacional e seria motivado pela falta de reajuste salarial, que não estaria sendo feito desde 2006. Na manhã desta quinta-feira (11), eles realizaram um ato na sede, com apitos e cartazes. Os servidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) também estão em greve, mas da Justiça Federal não aderiram ao movimento. Ainda na manhã desta quinta, técnicos administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) realizaram uma mobilização na área central da cidade.

Em Campos, dos aproximadamente 60 servidores do TRT, apenas 30% estariam exercendo suas atividades, seguindo a determinação da lei. Ainda segundo os trabalhadores, apenas o setor de magistrado teria recebido aumento de salário.

Também de acordo com os servidores, um plano de cargos estaria no Senado para ser votado. O plano concederia um reajuste que seria de 56%. Os servidores informaram ainda que em Campos é a primeira vez que o TRT paralisa.

Já no TRE, um aviso indica que 60% dos servidores estariam trabalhando, oferecendo os serviços inadiáveis, como emissão de quitação eleitoral, atendimento de idosos e deficientes, entre outros.

Segundo o site do Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (SISEJUFE-RJ), “os servidores do Judiciário Federal do Rio entram, a partir desta quarta-feira (10/06), em greve por tempo indeterminado. O momento nacional é para intensificar a luta e a mobilização para aprovar o PLC 28/2015 que se encontra no Senado… A categoria não pode mais esperar pela reposição salarial”.

Mobilização – Também durante a manhã, técnicos administrativos da Uenf, filiados ao Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (Sintuperj), realizaram uma mobilização no calçadão do Centro para uma panfletagem. Segundo eles, o objetivo é divulgar e chamar atenção do Governo.

A pauta da categoria aborda a reivindicação da diferença de reposição de perdas salariais de 20% entre o que os técnicos receberam (19%) e que os professores associados receberam (39%); suspensão dos descontos e reajuste do valor do auxílio alimentação; implantação do auxílio saúde; implantação do auxílio para dependentes com necessidades especiais, entre outros.

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