Convênio entre Agerio e Coagro firmado em Campos

 

Aloysio Balbi
Foto: Valmir Oliveira 

A Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro) e a Agência Estadual de Fomento (Agerio) assinam, nesta segunda-feira (1º), convênio para a implantação de um sistema de limpeza de cana a seco, em um investimento de R$ 11 milhões, dos quais a Agerio financiará R$ 6 milhões. A Coagro espera colher resultados econômicos, agrícolas e ambientais. O convênio será assinado pelo governador Luiz Fernando Pezão e pelo presidente da Coagro, Frederico Paes. O presidente da MPE Agropecuária, Renato Abreu, que arrendou Sapucaia para a cooperativa dos produtores de cana, também estará presente.

Com este sistema, a Coagro poderá receber todo tipo de cana: crua ou queimada, inteira ou picada. Isso traz uma série de benefícios. O primeiro é econômico, visto que equipamento separa a palha da cana, que pode ser queimada no forno para gerar energia e, consequentemente, receita. O segundo é agrícola, uma vez que o produtor deixará de depender das caras colheitadeiras para oferecer sua cana. Em terceiro, temos o benefício ambiental, já que, com o sistema de limpeza de cana a seco, deixa de ser necessário queimar a cana para livrá-la da palha.

O aporte do Estado permitirá melhorias no processamento da cana, beneficiando nove mil cooperados e 2,5 mil funcionários da cooperativa. Os recursos se somam aos R$ 5,7 milhões já contratados para a compra de máquinas colhedoras, tratores e caminhões.

A implantação do sistema de limpeza de cana a seco gerará, ainda, economia de recursos hídricos: 90% da água utilizada pela cooperativa passa a retornar tratada ao rio Muriaé. Além disso, a novidade incrementará a produção de biomassa por meio da queima da palha da cana, utilizada na geração de energia elétrica.

Outros acordos — A Coagro já firmou convênio com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que tem campus avançado em Campos, onde funcionou o extinto Planalsucar. O objetivo deste convênio é desenvolver novas variedades de cana que possam ser resistentes ao clima seco e que tenha maior produtividade por hectare.

— Firmamos convênio com a UFRRJ para melhorar a produtividade. Engenheiros agrônomos especializados em genética de plantas estão conseguindo, através de pesquisas, a melhor variedade de cana a ser plantada em Campos. Seria uma variedade mais resistente à seca. As pesquisas estão bastante adiantadas, quase concluídas. Ao mesmo tempo, já plantamos, nas terras de Sapucaia, outras variedades, mais resistentes, que, certamente, apresentarão melhores resultados para a próxima safra — diz Frederico Paes, presidente da Coagro.

— Na verdade — acrescenta — já contamos, graças aos pesquisadores da UFRRJ, com canas mais resistentes, que começam a ser produzidas na forma de mudas em viveiros. Estaremos, em breve, fornecendo aos nossos cooperados estas novas variedades mais resistentes, que terão maior produtividade por hectare, assim como um maior teor de sacarose.

Paes afirma que, desta forma, a reabertura de Sapucaia, sob a gestão da Coagro tanto no parque fabril quanto na lavoura, passa a ser, indiscutivelmente, um divisor de águas nesta secular atividade econômica do interior do Rio de Janeiro, que já foi o carro-chefe de toda a economia fluminense e, também, da brasileira.

— Estamos iniciando um novo tempo, um novo conceito em todos os âmbitos desta atividade. A Usina Sapucaia não vai apenas ser reaberta. Estaremos, sim, abrindo um novo momento em nossa atividade — conclui.

Investimento no desenvolvimento regional

Ainda nesta segunda, o governador Luiz Fernando Pezão vai inaugurar o núcleo da Defensoria Pública em Itaperuna, na Região Noroeste, que faz cerca de 100 atendimentos diários.

A entrega faz parte do projeto que prevê a implantação de outras seis novas unidades da Defensoria até outubro. Os núcleos ficarão em Duas Barras, Porto Real, Itaboraí, Alcântara (São Gonçalo), Três Rios e Volta Redonda.

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