Paralisação na Faetec prejudica atividades

 

Profissionais da rede da Fundação de Apoio a Escola Técnica (Faetec) paralisaram as atividades, quarta-feira (27), por 24 horas, para “chamar atenção” do Governo do Estado. De acordo com a diretora do Sindicato dos Profissionais de Educação da Faetec, Fabiana Gomes Salles, o Plano de Cargos e Salários da categoria está “congelado” e a secretaria estadual de Ciência e Tecnologia teria prometido que enviaria a regulamentação do plano à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) no último dia 20 (quarta-feira), o que não teria ocorrido. No calendário de manifestações, o sindicato também prevê mais duas paralisações, uma no dia 17 de junho, quando os profissionais vão pleitear na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) o reajuste salarial de 22%; e outra no dia 29 de junho — a categoria vai se reunir em assembleia para definir o que foi conquistado pelos profissionais até esta data.

— Toda a rede da Faetec do Estado do Rio realizou uma manifestação em frente à secretaria estadual de Ciência e Tecnologia, para cobrar soluções do nosso Plano de Cargos e Salários. Tivemos esse direito aprovado no ano passado e neste ano a atual presidência da Faetec cortou o plano para fazer algumas mudanças. Também ontem, fomos recebidos pelo subsecretário de Ciência e Tecnologia. Em breve a regulamentação do plano terá proposta. Foi comentada também, na reunião, a possibilidade de a categoria estar participando da elaboração das novas regras para o plano. Vamos aguardar essas promessas — declarou Fabiana Gomes Salles.

A diretora do sindicato explicou ainda que o plano prevê que, de dois em dois anos, o servidor da Faetec mude de nível e o salário seja reajustado em 7%. “Tivemos essa vitória no ano passado após dezenas de manifestações e reivindicações junto ao Governo do Estado. A categoria espera que esse direito retorne, já que lutamos por anos para conquistá-lo”, declarou.

Segundo Felipe Monteiro, de 23 anos, aluno do curso de Edificações, dentro da instituição havia um cartaz no quadro de avisos informando da paralisação dos profissionais nessa quarta-feira. “Os alunos também acompanham as reivindicações dos professores e a gente espera que eles sejam atendidos pelo governo, para que não sejamos prejudicados futuramente”, disse o aluno.

Na Uenf, sindicato também quer parar

Em meio à crise que se instala entre as universidades estaduais e federais de Campos, a Universidade Estadual Norte Fluminense também ameaça parar, caso suas reivindicações não sejam atendidas. Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf), Raul Palácio, as reivindicações em conjunto com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) pedem o pagamento das bolsas dos estudantes, a reposição das perdas salariais dos professores, o pagamento do valor integral do auxilio alimentação e a equiparação aos valores pagos aos servidores do Judiciário, além do descongelamento do valor do auxílio insalubridade.

Nesta quinta-feira (28), às 10h, o sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj) se reúne em assembleia na quadra do prédio da reitoria, para definir as pautas a serem reivindicadas. Segundo o dirigente sindical Pedro Brasil, será discutida na assembleia uma possível paralisação no próximo dia 29.

D.N.
Foto: Folha da Manhã 

 

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